Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Arte 87

Maria Madalena na Gruta - Jules Joseph Lefebvre


As esquinas do mundo.
Não sei se corre. Se anda. Não sei que luz oblíqua no canto da sala. Há navios que me extraviam para as esquinas do mundo.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Derramar. Sentir. Não saber. Descobrir.

Deixar. Correr. Entrançar.

Não ir. Esperar. Querer. Afugentar.

Por todos os sítios que andares. Por onde se fica e não se escolhe. Onde se escolhe para dar sentido. Lenços brancos da tua solidão. Da minha que se parte e aquece as mãos. Forrar as paredes de copos que não se enchem sem ti. Redobrar campos inférteis de infinito. Fugir para nunca mais voltar.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Arte 86

Les Amies - Ubaldo Oppi

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Da Introspecção

Apenas isso.

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

... de abelhas quadradas




... de flores de um mesmo tom



Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Arrastar o corpo em areias secas em contacto com a pele. Fechar os olhos, atravessar-te na impossibilidade dos dias. Soltar o grito. O grito. Parar. Corpo que se afunda nas curvas das horas nocturnas. Foste tu. Segredos atirados num fumo já desaparecido. Mil vozes. Mil vozes caladas num inferno de embriaguez. Colagens atrozes desprendem-se. Ser ali. O vento correu cabelos e mares. Não há ruídos em ti. Se se quebrar não há maciço de folhas, água ou cama. Insistência de coisas aqui. De sons. De ideias repetíveis sem cansaço. Cansaço que é mas deixa de o ser em sítios. Foste tu.

Si

lên

ci

o

... de silhuetas






Dormir com o vento nas mãos.

De quem prende as sombras nos pés para as poder seguir.

Para escutar silêncios. Silêncios. Si-lên-ci-os.

... de profundidades de campo estranhas




... de coisas velhas e estragadas.

... de coisas com aspecto primitivo




... de objectos avulsos




... de animais em casa




Segunda-feira, 6 de Abril de 2009





... de silêncios entre as mãos.

Sábado, 4 de Abril de 2009

Arte 85

As Mulheres de Argel - Delacroix

Recuperar ambiências.

Sábado, 28 de Março de 2009

Avulsos

L. - Inserir aqui dissertação sobre existencialismo.

Ireth - Não me sartrerizes que eu caeiro-te!!!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade

Há de flutuar uma cidade, Al Berto

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Tarde e a más horas










Madrid - Dezembro 2008

Promessas cá dentro que são despidas de veracidade. Iniquidade falhada. Desfasamento de tudo o que é pensado, corrido ao pontapé não por se querer mas porque tem que ser. Mas que raio é preciso fazer para se ficar assim? Não desta forma, ou daquela, ou até como aquele ou os outros, mas assim.

Não sei se é o caos ou apenas a confusão, porque se calhar o caos não tem solução, e sem solução não sei se é possível, já que ficar aqui e assim podia funcionar. Mas não sou eu, nem tu, nem os outros, é tudo. Partir espelhos não resolve, fragmenta. Aquele pedaço triangular partido que pode não ser de ninguém é-o decerto, porque é tudo.

Rematem isto por mim.



I gave you several reasons
You drowned in sympathy
I gave you room to breathe in
You held your trust in me

Just forget it, I'll regret it
Quote me on the first, 'cause the worst is to come
Don't believe it, you don't need it
Forget every word that I said that you heard

You gave me all the reason
To not pretend to need
I don't deserve this freedom
You handed off to me

Just forget it, I'll regret it
Quote me on the first, 'cause the worst is to come
Just admit it, you know you did it
Forget every word that I said that you heard

Just forget it, I'll regret it
Quote me on the first, 'cause the worst is to come
Just admit it, I know you did it
Forget every word that I said that you heard

Try and tell him something
That you don't believe you're gonna regret

Calla - Pulverized